HISTÓRIA DA CIDADE


IMPORTANTE: 
Antes de ir direto para a história da cidade, leia abaixo algumas dicas 
que poderão ajudar você a escrever uma história mais bem acabada :

1) ANO:
  • Se você clicar no ano, você será remetido para um página da Wikipédia. Nessa página constam os acontecimentos de maior relevância daquele ano. É uma forma de você poder situar sua história no espaço-tempo com mais verossimilhança 


2) CONEXÕES:
  • Ao longo dos textos, links em palavras-chaves levarão você a páginas com mais informações sobre o tema. Aproveite!


HISTÓRIA DE SONGVILE
(Da fundação aos dias atuais)

1865: Com o fim da Guerra de Secessão, travada entre os estados do norte abolicionistas e do sul escravagistas, acabava também a escravidão nos Estados Unidos. Todos eram iguais perante a lei.Contudo, nos anos seguintes, a discriminação ainda era grande e vários grupos de ódio contra negros surgiram, como a Ku Klux Klan. Quem tinha pele escura não conseguia dormir sossegado com medo de tortura, assassinato ou, se tivesse sorte, perderia “apenas” a casa queimada.

1871: Cansadas disso 6 famílias de negros artesãos que viviam na cidade de Pulaski, estado do Tennessee, decidiram fugir das perseguições. Viajaram em carroças por dias com seus poucos pertences e dinheiro até o litoral da cidade de Savannah, no estado da Geórgia. Estavam decididos a embarcar no primeiro navio a zarpar. Tratava-se do Pombal, navio brasileiro que havia descarregado café e estava voltando ao Brasil. As 6 famílias negociaram com o capitão e puderam viajar levando seus objetos, inclusive carroças e cavalos. Já no Brasil, desembarcaram em Santos, São Paulo, três semanas depois. Viajaram por três dias pelo litoral em direção sul à procura de local para se estabelecerem. Não obtiveram sucesso, pois o país ainda estava em um regime escravocrata. Até decidirem seguir pela mata a oeste. Chegaram em uma fazenda de café na qual o dono, um abolicionista, apiedando-se da história daquelas pessoas, acolheu-os e os empregou. A fazenda já contava com negros que trabalhavam nela, mas eram alforriados e recebiam pagamento.

1873: O fazendeiro não tinha herdeiros e já era viúvo quando veio a falecer. Deixou a fazenda para as famílias de empregados: as 6 americanas com as 5 brasileiras. Todos se davam bem e continuaram com as safras, dividindo lucros.

1877: Uma infestação de mariposa-do-café acabou com as plantações. Sem ter como viver do café, as famílias resolveram lotear e dividir entre si as terras. Cada um seguiria sua vida dentro daquele seu pedaço de terra, com exceção do centro da fazenda que seria de uso comunitário e colaborativo. Os “11 cabeças”, como eram conhecidos o grupo representado pelo chefe de cada família, resolveram transformar a fazenda em uma vila. O grupo em assembleia batizou aquela vila como “Hopeville”, que significa “Vila da Esperança”, em inglês. Escolheram esse nome, pois tinham esperança de que aquele lugar seria a terra de oportunidade que tanto almejavam. As famílias precisavam de uma nova fonte de renda. Aidan Holiday, um dos cabeças, propôs fundar uma cooperativa para construir e vender móveis sofisticados, uma vez que era essa a atividade das seis famílias nos EUA. As famílias brasileiras, mesmo não conhecendo a arte de entalhar madeira, aceitaram a proposta e se propuseram a aprender o ofício.

1879: Assim surgiu a Companhia União dos Produtores de Móveis de Hopeville. Nos primeiros meses a situação das famílias não foi fácil, mas, ao longo dos anos, as encomendas de produtos cresceram exponencialmente. Fazendeiros das regiões eram seus principais clientes, e o boca a boca levou o nome da cooperativa para outras cidades e estados brasileiros.

1882: A vila demandava infraestrutura urbana, uma vez que os clientes vinham de longe para buscar os móveis. Os filhos dos 11 cabeças passaram a diversificar os negócios: pousada, restaurante e outros locais de conveniência foram sendo fundados.

1884: Um dos clientes que vieram buscar os móveis teve sua viola destruída após a carroça em que estava passar por cima dela. O homem pegou os destroços  do seu instrumento e o entregou a Samuel Vaughan, exímio carpinteiro de apenas 18 anos, para que ele o consertasse por algumas moedas. Samuel não enxergou solução no conserto e construiu uma viola nova. O homem ficou tão satisfeito com o trabalho que encomendou mais duas. Aquele foi o início do trabalho extraordinário de Samuel Vaughan, que deixou o trabalho na fábrica de móveis para abrir uma luthieria. Em menos de um ano, teve de contratar mais pessoas, pois a demanda para a produção de instrumentos diversos aumentou. Até que a fama do luthier chegou aos ouvidos do Imperador Dom Pedro II, que encomendou um violino. Com o aval de tão ilustre cliente, o trabalho de Samuel cresceu de forma a ter de abrir uma fábrica de instrumentos musicais e a contratar dezenas de pessoas.

1887: A produção de móveis e a de instrumentos musicais se equiparam em faturamento.

1889: A produção de instrumentos musicais superou à de móveis.

1907: Hopeville emancipou-se e se tornou oficialmente uma cidade, tendo como primeiro prefeito Benjamin Hancock. Em uma estratégia de divulgação da cidade, Benjamin propôs o nome “Songville”, adotando a alcunha em inglês que a cidade já tinha.

1919: O velho Samuel Vaughan aceitou como demonstrador de seus instrumentos o jovem Lewis Holiday Davis, filho dos amigos Evelyn Holiday e Ethan Davis. O rapaz praticava música com os pais desde pequeno e aos 15 anos sabia tocar praticamente 23 instrumentos diferentes, de sopro, percussão e cordas. Nos anos que se passaram, Lewis viajou para vários estados brasileiros, divulgando a fábrica “Sam Vaughan”. Pelos clubes por onde passava, deixava uma impressão muito positiva, tanto do seu empregador quanto sua também. Gostava de tocar vários instrumentos, mas sua predileção sempre fora o trompete. Lewis conquistou respeito como músico e se apresentou pelo Brasil em clubes pequenos.

1933: O convite de Feliciano Sodré, governador do estado do Rio de Janeiro, deu-lhe a oportunidade de tocar seu trompete na inauguração do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro. A partir daí, a carreira de Lewis teve uma ascensão meteórica, sendo artista recorrente no cassino. Teve a oportunidade de tocar ao lado de Carmen Miranda, Emilinha Borba, Grande Otelo e dos internacionais Josephine Baker, Maurice Chevalier e Lucienne Boyer. A presença do jazzista nas rádios Guanabara e Nacional fazia com que seu nome fosse projetado pelo país inteiro.

1946: Houve a extinção, por lei, dos jogos de azar no país, o que determinou o fechamento do cassino. Lewis tentou continuar sua carreira por casas menores por quatro anos, mas não tinha o mesmo gosto.

1950: Com a chegada da TV ao Brasil, o músico percebeu que a gloriosa Era do Rádio havia acabado.

1951: Voltou para Songville como herói da cidade. Tocou com a alma pela última vez no coreto. No dia seguinte, seu corpo foi encontrado pela camareira da pousada. Ele havia se enforcado. Mais de 30.000 fãs de várias cidades encheram as ruas de Songville. Mesmo após o enterro, e também nos anos seguintes, fãs passaram a visitar o túmulo do músico.

1954: Foi inaugurado o “Museu Lewis Holy Davis”, com peças pertencentes ao músico. Desde então a cidade se tornou ponto turístico, com lojas de lembrancinhas temáticas do músico e guias que levam fãs para conhecer lugares por onde o maior jazzista brasileiro passou.

2016: Songville possui três principais fontes econômicas e de empregos: a fábrica de móveis, a fábrica de instrumentos musicais e o turismo advindo de Lewis Holy Davis.