Fundada em 1884 pelo carpinteiro prodígio Samuel Vaughan, então com apenas 18 anos, a fábrica de instrumentos musicais “Sam Vaughan” possui tradição na produção de móveis sofisticados e personalizados.
A fundação da fábrica aconteceu espontaneamente com um incidente curioso. No início da década de 1880, a então vila de Hopeville tinha como principal fonte de renda a fábrica de móveis criada pelos fundadores da vila. A fama de móveis sofisticados e com custo razoável atraiu clientes de regiões longínquas. Um dos clientes que vieram buscar os móveis teve sua viola destruída após a carroça em que estava passar por cima dela. O homem pegou os destroços de seu instrumento e o entregou a Samuel Vaughan, exímio carpinteiro de apenas 18 anos, para que ele o consertasse por algumas moedas. Samuel não enxergou solução no conserto e construiu uma viola nova. O homem ficou tão satisfeito com o trabalho que encomendou mais duas. Aquele foi o início do trabalho extraordinário de Samuel Vaughan, que deixou o trabalho na fábrica de móveis para abrir uma luthieria. Em menos de um ano, teve de contratar mais pessoas, pois a demanda para a produção de instrumentos diversos aumentou. Até que a fama do luthier chegou aos ouvidos do Imperador Dom Pedro II, que encomendou um violino. Com o aval de tão ilustre cliente, o trabalho de Samuel cresceu de forma a ter de abrir uma fábrica de instrumentos musicais e a contratar dezenas de pessoas.
Até 1927, a fábrica foi dirigida por seu fundador, Samuel Vaughan. Com sua morte, assumiu sua filha Daisy Paschoal Vaughan, fruto de seu casamento com Susana Paschoal. Daisy manteve a qualidade dos instrumentos e o bom nome da fábrica, mas modernizou maquinários e o marketing, tornando a “Sam Vaughan” a 7º marca de instrumentos musicais mais lembradas no mundo. Em 1944, apostou em uma linha de instrumentos com a assinatura "Lewis Holy Davis".
Em 1968, com a morte de Daisy aos 71 anos, quem assumiu foi seu filho Eduardo Vaughan Do Monte, que manteve a política de sofisticação nos instrumentos e apostou na exportação.
Ainda hoje quem dirige a fábrica é Eduardo, mesmo com sua saúde debilitada.
